Relatórios

Directions of Innovation Policy: Contrasting Views of China and the US

Em sua XXIV reunião, o Grupo de Análise sobre China debateu as direções das políticas de inovação da China e nos Estados Unidos. Na China, o 14º Plano Quinquenal traz consigo certa continuidade em relação aos esforços econômicos da última década, enquanto também apresenta rupturas com elementos consolidados. O foco na área de internet se mantém forte, mas marcado por uma mudança para um modelo de serviços com maior investimento em infraestrutura.


De acordo com os especialistas, uma das diferenças mais notáveis na comparação EUA-China é a maneira como agentes estatais e não-estatais se relacionam, com as inovações norte-americana sendo caracterizadas pela participação ativa de grupos de pesquisa independentes e instituições privadas. Por outro lado, o governo chinês interfere mais diretamente no mercado de forma a criar uma rede de inovação mais homogênea.


O atrito entre os dois países se mantém, assim como um alto grau de interdependência, e o governo Biden gera uma maior incerteza. As tentativas chinesas de expandir sua influência internacional ao negociar com outros países pode intensificar os conflitos e reacender discussões sobre o decoupling, que no atual momento parece inviável.

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Em sua XXIV reunião, o Grupo de Análise sobre China debateu as direções das políticas de inovação da China e nos Estados Unidos. Na China, o 14º Plano Quinquenal traz consigo certa continuidade em relação aos esforços econômicos da última década, enquanto também apresenta rupturas com elementos consolidados. O foco na área de internet se mantém forte, mas marcado por uma mudança para um modelo de serviços com maior investimento em infraestrutura.


De acordo com os especialistas, uma das diferenças mais notáveis na comparação EUA-China é a maneira como agentes estatais e não-estatais se relacionam, com as inovações norte-americana sendo caracterizadas pela participação ativa de grupos de pesquisa independentes e instituições privadas. Por outro lado, o governo chinês interfere mais diretamente no mercado de forma a criar uma rede de inovação mais homogênea.


O atrito entre os dois países se mantém, assim como um alto grau de interdependência, e o governo Biden gera uma maior incerteza. As tentativas chinesas de expandir sua influência internacional ao negociar com outros países pode intensificar os conflitos e reacender discussões sobre o decoupling, que no atual momento parece inviável.

Participaram dessa publicação

Anna Jaguaribe (in memoriam)
Conselheira

Diretora do Instituto de Estudos Brasil-China (IBRACH)

Kamila Aben Athar
Analista Internacional

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