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CEBRI e FUNAG lançam coletânea que reúne o pensamento diplomático de Marcos Azambuja

  • 02 abril 2026

Nesta quarta-feira (01/04), o CEBRI, em parceria com a Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG), realizou o lançamento do livro "Marcos Azambuja: Coletânea de textos", em sua sede.

A publicação reúne discursos, artigos e ensaios que percorrem a trajetória intelectual e diplomática de Azambuja, oferecendo um panorama de seu pensamento sobre temas centrais da política internacional. Seus escritos transitam entre a arte da negociação e a construção de confiança entre as nações, combinando profundidade analítica e clareza na exposição.

Organizada por Gelson Fonseca Jr. e Bruno Zilli, a obra é também uma homenagem póstuma a um dos mais importantes diplomatas brasileiros. Ao mesmo tempo em que preserva a memória diplomática nacional, permite ao leitor acessar diretamente o pensamento de Azambuja, em seus próprios termos.

Conselheiro Emérito do CEBRI e um de seus primeiros colaboradores, Azambuja deixa um legado que ultrapassa sua atuação institucional e segue como referência para o pensamento diplomático brasileiro.

O evento contou com falas de abertura de José Pio Borges, Presidente do Conselho Curador do CEBRI, e Raphael Azeredo, Presidente da FUNAG, seguidas da exibição de um vídeo com falas do Embaixador ao longo de sua trajetória na diplomacia e no CEBRI. Na sequência, Joaquim Falcão, Conselheiro do CEBRI, Gelson Fonseca Jr., Fundador do CEBRI, e a jornalista Consuelo Dieguez compartilharam reflexões sobre a obra e sobre o embaixador.

Consuelo destacou a força da presença de Azambuja nos textos, ressaltando que a leitura evoca sua própria voz e transforma o livro em uma verdadeira aula sobre o Brasil, sua cultura e o seu lugar no mundo.

Gelson Fonseca Jr. abordou o processo de curadoria da coletânea, explicando que a seleção percorre temas recorrentes da agenda internacional, como o papel das potências emergentes, o BRICS, as negociações climáticas, a Conferência de 1992 e o Conselho de Segurança. Segundo ele, os textos revelam uma visão consistente sobre o papel da diplomacia:

“É através dessa visão que ele calibra as avaliações que faz do comportamento diplomático brasileiro, como se a diplomacia fosse o instrumento crítico da política externa.”

Joaquim Falcão, por sua vez, definiu Azambuja como um “explicador do Brasil” e um “tecelão de camadas de memória”, destacando sua capacidade de tornar acessíveis temas complexos sem abrir mão da profundidade e o uso da memória como ferramenta analítica:

“Ele não era um memorialista, mas trabalhava com a memória em camadas, articulando-as para construir uma compreensão mais ampla do país.”

O livro está disponível gratuitamente para leitura AQUI.

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