Teresa Rossi, Diretora-Adjunta do CEBRI, participa de debate do Valor Econômico sobre o papel do setor privado na agenda ambiental e climática

  • 24 fevereiro 2025

No início de 2025, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que 2024 foi o ano mais quente já registrado, com base em seis conjuntos de dados internacionais. A temperatura média global da superfície atingiu 1,55°C acima dos níveis pré-industriais, ultrapassando pela primeira vez o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris. Além disso, "os últimos dez anos estiveram entre os mais quentes da história, em uma sequência alarmante de recordes de temperatura", como destacado em nota oficial da Organização das Nações Unidas (ONU).

Diante desse cenário, eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas, inundações, incêndios e o aquecimento dos oceanos, estão se tornando cada vez mais frequentes. Para evitar um agravamento da crise climática, é essencial uma ação coordenada entre governos, empresas e a sociedade. Mas qual é o papel das empresas nesse desafio?

Para debater essa questão, o Valor Econômico, em parceria com o Valor Social, realizou uma live sobre o papel do setor privado na agenda ambiental e climática, abordando como as empresas podem reduzir danos ao meio ambiente. O repórter Rafael Vazquez conversou com Teresa Rossi, Diretora-Adjunta de Parcerias e Cooperação Internacional no CEBRI, e Cristina Silva, Analista de Gestão Ambiental Sênior da Globo.

Segundo Teresa, é preciso mudar a lógica de atuação do setor privado: "Não basta apenas mitigar danos, é essencial pensar em como gerar impactos positivos." Isso envolve repensar os modelos de negócios para que promovam externalidades positivas para comunidades locais, clientes, fornecedores, colaboradores e a sociedade civil de forma mais ampla.

“É muito importante que as empresas entendam que a agenda climática possui múltiplas esferas – local, nacional e global – e que o Brasil tem um compromisso com as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), metas que todos os países signatários do Acordo de Paris devem estabelecer e cumprir. E as empresas desempenham um papel fundamental na implementação das NDCs", afirmou.

Em um ano marcado pela COP30, a presidência brasileira, liderada pelo Embaixador André Corrêa do Lago (Conselheiro do CEBRI e atual Secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do MRE) e por Ana Toni (Conselheira do CEBRI, Secretária de Mudança do Clima do MMA e Diretora-Executiva da Conferência), tem enfatizado a necessidade de avançar da fase de negociações para a implementação efetiva das metas climáticas. "Nesse momento, o setor privado e a sociedade civil têm um papel central na promoção de ações concretas", ressaltou Teresa.

Além disso, Teresa pontuou que existem impactos das mudanças climáticas que não são diretamente tangíveis, e por isso há um grande esforço por parte de instituições de pesquisa, de think tanks, como o CEBRI, e das próprias empresas para precificar esses impactos de forma que eles possam ser considerados na tomada de decisão.

Assista à conversa completa AQUI.

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