Eventos presenciais

Irã em Crise: Protestos Internos, Pressões Externas e Implicações Geopolíticas

2 de fevereiro de 2026

Em dezembro de 2025, protestos iniciados por comerciantes iranianos devido à inflação e às dificuldades cambiais espalharam-se rapidamente por todo o país, incorporando críticas mais amplas às políticas internas e externas do regime. Contudo, essas manifestações devem ser entendidas como sintomas de uma crise estrutural mais profunda, marcada pelo isolamento internacional, má gestão econômica e corrupção, que agravam o desemprego, a repressão política e a deterioração das condições socioeconômicas. A esse cenário somam-se pressões externas, especialmente a renovada atenção ao programa nuclear iraniano após ataques dos Estados Unidos e de Israel em 2025 e o aprofundamento das investigações da AIEA.

O programa nuclear, assim como o desenvolvimento e o fortalecimento das capacidades militares iranianas, constitui um ponto de inflexão estratégico para Washington, cuja política externa tem no Oriente Médio uma de suas prioridades de segurança. Nesse contexto, os desdobramentos observados em janeiro de 2026 reforçam e aprofundam esse quadro de vulnerabilidade. O cancelamento do convite ao World Economic Forum em Davos, o envio de frotas estadunidenses para a região e as manifestações públicas de apoio de Donald Trump aos protestos internos contribuem para fortalecer a narrativa de isolamento do regime. Por outro lado, as relações de Teerã com Rússia e China, bem como sua participação em grupos econômicos relevantes, como a OPEP e o BRICS expandido, evidenciam as implicações geoestratégicas mais amplas que a postura do Irã pode exercer sobre o sistema internacional.

Data:

2 de fevereiro de 2026

Horário:

10h00 às 11h30

Idioma:

Português

Compartilhe

Em dezembro de 2025, protestos iniciados por comerciantes iranianos devido à inflação e às dificuldades cambiais espalharam-se rapidamente por todo o país, incorporando críticas mais amplas às políticas internas e externas do regime. Contudo, essas manifestações devem ser entendidas como sintomas de uma crise estrutural mais profunda, marcada pelo isolamento internacional, má gestão econômica e corrupção, que agravam o desemprego, a repressão política e a deterioração das condições socioeconômicas. A esse cenário somam-se pressões externas, especialmente a renovada atenção ao programa nuclear iraniano após ataques dos Estados Unidos e de Israel em 2025 e o aprofundamento das investigações da AIEA.

O programa nuclear, assim como o desenvolvimento e o fortalecimento das capacidades militares iranianas, constitui um ponto de inflexão estratégico para Washington, cuja política externa tem no Oriente Médio uma de suas prioridades de segurança. Nesse contexto, os desdobramentos observados em janeiro de 2026 reforçam e aprofundam esse quadro de vulnerabilidade. O cancelamento do convite ao World Economic Forum em Davos, o envio de frotas estadunidenses para a região e as manifestações públicas de apoio de Donald Trump aos protestos internos contribuem para fortalecer a narrativa de isolamento do regime. Por outro lado, as relações de Teerã com Rússia e China, bem como sua participação em grupos econômicos relevantes, como a OPEP e o BRICS expandido, evidenciam as implicações geoestratégicas mais amplas que a postura do Irã pode exercer sobre o sistema internacional.

Abertura e Moderação

Leila Sterenberg
Senior Fellow

Participantes

Monique Sochaczewski Goldfeld
Pesquisador Sênior

Najad Khouri
Co-fundador e pesquisador sênior do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (GEPOM)

O THINK TANK DE REFERÊNCIA EM
RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL

Faça parte dessa rede!
ASSOCIE-SE