O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) participou da Conferência GIBSA 2026, intitulada “Navigating the ‘Brave New World’”, realizada entre os dias 7 e 10 de setembro, em Munique e na Abadia de Banz, na Alemanha. A delegação foi composta por Manoel Corrêa do Lago, Consultor do CEBRI; Marianna Albuquerque, Senior Fellow do CEBRI e Professora da UFRJ; e Ariane Costa, Diretora Adjunta de Projetos. Ao longo do encontro, os representantes participaram de quatro mesas-redondas, ao lado de especialistas do Institute for Security Studies (ISS), da África do Sul, da Stiftung Wissenschaft und Politik (SWP), da Alemanha, e do Institute of Peace and Conflict Studies (IPCS), da Índia.
A programação teve início no Parlamento do Estado da Baviera, com a participação de Manoel Corrêa do Lago na mesa “O papel das autoridades provinciais e locais nas relações internacionais”. O debate abordou a crescente atuação internacional de estados e municípios, por meio de escritórios de representação, acordos de geminação e redes internacionais, e discutiu os limites e possibilidades dessa diplomacia subnacional em um contexto de disputa entre grandes potências. A contribuição do CEBRI trouxe ao debate a experiência brasileira, em diálogo com as perspectivas africana, asiática e europeia.
Na Abadia de Banz, Marianna Albuquerque participou da mesa “Matérias-primas críticas”, dedicada ao papel estratégico desses recursos em um cenário de crescente competição geoeconômica. A discussão abordou o controle chinês sobre terras raras, as estratégias europeias de diversificação e as oportunidades para países ricos em recursos naturais, como o Brasil, atraírem investimentos em processamento e avançarem nas cadeias globais de valor.
Em seguida, Ariane Costa representou o CEBRI na mesa “Como lidar com Donald Trump?”, que discutiu os impactos do segundo mandato do presidente norte-americano, marcado pela imposição de tarifas e por uma postura mais confrontativa de Washington. O painel reuniu perspectivas africanas, asiáticas, europeias e latino-americanas sobre os desafios colocados pela política externa dos Estados Unidos.
A programação foi encerrada com a mesa “Um mundo dividido em esferas de influência?”, presidida por Marianna Albuquerque. O debate examinou a consolidação de esferas de influência em torno de grandes potências e os desafios para países da rede GIBSA diante de uma ordem internacional cada vez mais fragmentada, incluindo o potencial de cooperação entre potências médias como o Brasil.
No encerramento da conferência, a delegação do CEBRI participou, ao lado das demais instituições integrantes da rede, das discussões sobre o futuro da parceria GIBSA e o planejamento da conferência de 2027. O encontro também possibilitou avaliar os resultados da edição e definir temas prioritários para a agenda dos próximos anos. Ao longo dos quatro dias, a atuação do CEBRI fortaleceu sua inserção internacional e ampliou o intercâmbio com instituições da Alemanha, Índia e África do Sul.